China Incomensurável

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ásia desce pelo quarto dia consecutivo

As acções asiáticas prolongam a queda dos últimos três dias, registando a maior série de desvalorizações desde Julho, depois de a Sony ter diminuído a sua estimativa de lucros e de a Dell ter apresentado resultados decepcionantes nos EUA. --------------------------------------------------------------------------------

Hugo Paula
hugopaula@negocios.pt


As acções asiáticas prolongam a queda dos últimos três dias, registando a maior série de desvalorizações desde Julho, depois de a Sony ter diminuído a sua estimativa de lucros e de a Dell ter apresentado resultados decepcionantes nos EUA.

O MSCI Ásia – Pacifico desce 0,4% para 117,08 pontos. As descidas dos quatro dias que terminam hoje, representam a maior série de desvalorizações desde as descidas que aconteceram entre 1 e 8 de Julho.

As acções da Sony desceram 2,4% para 2.410 ienes, depois de a fabricante das consolas Playstation 3 ter anunciado que espera, em Março, ter um retorno de 10% sobre o seu capital em 2013. Um retorno que fica aquém do anteriormente estimado para Março de 2011.

Os lucros da Dell desceram mais do que o esperado. A empresa norte-americana apresentou resultados de 17 cêntimos de dólar por acção, no terceiro trimestre, um valor que fica aquém das estimativas dos analistas, que apontavam para 27 cêntimos por acção. No período homólogo, os resultados foram de 37 cêntimos por acção.

“Os resultados fracos como os da Dell, mostram que ainda é demasiado cedo para dizer que está tudo bem”, disse o chefe de acções da Aberdeen Asset Management, Nicholas Yeo à Bloomberg. “A recuperação ainda é incerta, uma vez que pode estar relacionada com a cortes de custos, que não são recorrentes nem sustentáveis”, acrescentou.

O Nikkei desceu 0,54% para 9.497,68 pontos e o Topix valoriza 0,12% para 838,71 pontos. O Hang Seng deprecia 0,8% e o S&P/ASX 200 recuou 1,3%, pressionado pela mineira Rio Tinto, que caiu 1,9% depois de ter angariado menos capital do que esperava numa oferta pública de venda de dívida.

Do lado das subidas esteve a T&D Holdings. A maior seguradora cotada do Japão subiu 5,7% para 2.215 ienes depois de o lucro relativo ao segundo e terceiro trimestre do ano ter quadruplicado. O resultado foi de 14,4 mil milhões de ienes (108 milhões de euros), nos seis meses que terminaram a 30 de Setembro.

GP Macau: Britânico Stuart Easton na pole do Grande Prémio de Motos

Macau, China, 20 Nov (Lusa) -- O britânico Stuart Easton, vencedor do Grande Prémio de Motos de 2008, parte sábado da pole position da 43.ª edição da prova rainha de duas rodas da 56.ª ediçãodo Grande Prémio de Macau.

Easton, aos comandos de uma Honda 1000, tem uma quota-parte de responsabilidade em estragar a festa do sétimo título do seu compatriota Michael Rutter que este ano volta ao circuito da Guia com a Kawasaki 1000 para tentar bater um novo recorde de vitórias e parte do terceiro lugar da grelha.

Connor Cummins, que comanda uma Kawasaki 1000 da WSBK Team -- que tem três pilotos nos cinco primeiros lugares da grelha -- está no segundo lugar da grelha, encerrando a primeira linha de partida com o britânico e seu colega de equipa Ian Hutchinson.

GP Macau: David Brabham regressa ao «Santo Graal» da Fórmula 3

Macau, China, 20 Nov (Lusa) --

O piloto David Brabham, vencedor das 24 horas de Le Mans, regressa a Macau 20 anos depois da vitória no Circuito da Guia para reviver emoções e apresentar quatro pupilos de F3.

Depois de ter conquistado, em 1989, o Grande Prémio de Macau em Fórmula 3, derrotando nomes como Michael Schumacher, Mika Hakkinen e Eddie Irvine, além do próprio irmão Gary, David Brabham regressa à actual Região Administrativa Especial da China a convite da organização depois de uma época de sonho em que se sagrou campeão das 24 horas de Le Mans e da série americana ALMS.

Em declarações à Agência Lusa, Brabham confessou que Macau "está entre as suas melhores memórias, por ter servido de rampa de lançamento para a Fórmula 1".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Vénia ao imperador do Japão alvo de críticas

Fotos do presidente americano, Barack Obama, curvando-se em reverência para o imperador do Japão, Akihito, inflamaram os ânimos em Washington.

Obama está na China desde ontem, porém, sua passagem pelo país do Sol Nascente ainda é tema de acalorados debates. Talk shows políticos já exibiram a imagem da vénia dezenas de vezes, enquanto a internet ferve com discussões sobre gesto presidencial.

"Não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro", considerou o comentarista conservador william Kristol, da rede Fox News.

Após assistir às imagens do encontro entre Obama e Akihito, Bill Bennett, outra voz conservadora de peso, disse à rede CNN: "É feio. Eu não quero ver isto (...). Nós não reverenciamos imperadores. Não reverenciamos reis ou imperadores".

"Acho que foi um gesto de gentileza", declarou a activista democrata Donna Brazile, em entrevista à CNN, sublinhando que a intenção de Barak Obama era mostrar "boa vontade entre duas nações que se respeitam".

Obama na Ásia para recuperar influência Americana

Segurança, alterações climáticas e cooperação económica marcam visita.

Reatar os laços com a Ásia, numa altura em que o domínio económico dos países asiáticos é incontornável, é a missão que Barack Obama leva na bagagem para a sua primeira visita oficial ao continente. Numa visita a quatro países - Japão, Singapura, China e Coreia do Sul - Obama quer restabelecer a influência norte-americana no continente, após anos de relações diplomáticas negligenciadas durante a administração Bush.

Nos diferentes destinos e encontros agendados, o presidente norte-americano deverá sublinhar a importância da Ásia para a economia e para a segurança global, mas não se espera que apresente propostas concretas.

Acções asiáticas pressionadas por resultados e queda dos preços das matérias-primas

Hugo Paula
hugopaula@negocios.pt

As acções asiáticas negoceiam em terreno negativo, com os resultados de produtoras de vidro no Japão e a queda dos preços das matérias-primas a pressionarem as acções da região.

O MSCI Ásia – Pacifico desce 0,3% para 117,50 pontos, reduzindo o primeiro ganho semanal das últimas quatro semanas para 1%. O índice de referência para a região da Ásia e Pacífico negoceia 3,1% abaixo do seu máximo de 13 meses, registado a 20 de Outubro segundo a Bloomberg.

“Ainda há investidores cépticos que acham que a recuperação da economia não será sustentável e isto está a abrandar o avanço das acções”, disse o gestor de fundos do Metropolitan Bnank em Manila, Allan Yu à Bloomberg.

No Japão, o Nikkei desce 0,35% para 9.770,31 pontos e o Topix recuou 0,10% para 866,80 pontos. A fabricante de vidro Central Glass desceu 6,6% para 371 ienes e a sua concorrente Nippon Sheet Glass perdeu 6,5% para 265 ienes, depois de ambas terem apresentado prejuízos na primeira metade do ano.

O S&P/ASX desceu 1%, com a Paladin Energy, que produz urânio a recuar 2,6% depois de ter divulgado um agravamento dos seus prejuízos no terceiro trimestres. O Kospi da Coreia do Sul recuou 0,4%.

O índice London Metal desceu ontem 0,8% e registou a maior queda da semana, levando a BHP Billiton a recuar 1,5% para 39 dólares australianos, enquanto a Rio Tinto retrocedeu 0,7% para 69,36 dólares australianos.

Sector farmacêutico pressiona acções asiáticas



A maioria das acções asiáticas negoceia em terreno negativo, com as subidas das cotadas do sector automóvel e mineiro a serem ofuscadas pela queda das farmacêuticas.
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Hugo Paula
hugopaula@negocios.pt


O MSCI Ásia – Pacifico desce 0,3% para 118,48 pontos, com duas acções a descer por cada uma que sobe. O índice de referência para a região da Ásia e Pacífico acumula uma desvalorização de 2,2% desde o máximo atingido a 20 de Outubro, com os investidores a recearem que a retirada dos estímulos à economia retire fôlego à sua recuperação.

“Preocupações sobre se a recuperação é sustentável ou não estão a pesar sobre as acções”, disse o estratega do Tokio MU Investments, Hiroshi Morikawa à Bloomberg.

O Nikkei desceu 0,68% para 9.804,49 pontos e o Topix recuou 0,53% para 867,70 pontos. O australiano S&P/ASX desvalorizou 0,1%, mesmo depois de ter sido divulgada uma ligeira subida do emprego. O Kospi, da Coreia do Sul, deprecia 0,2%, após o banco central do país ter mantido a taxa de juro de referência num valor mínimo recorde.

Um índice de acções do sector da saúde do MSCI Ásia – Pacifico recuou 1,3%. A Hisamitsu Parmaceutical, desceu 8,8% para 2.800 ienes, no Japão, enquanto a Takeda Pharmaceutical, desceu 1,7% para 3.510 ienes. O sector farmacêutico foi o que mais desceu na região.

A penalizar o sector esteve a notícia de que um gabinete formado pelo governo do Japão, com o objectivo de reduzir o desperdício de recursos, vai rever as taxas dos serviços médicos, os preços dos medicamentos e promover a utilização de medicamentos genéricos, segundo a Bloomberg que cita a imprensa japonesa.

A Honda Motor avançou 1,4% para 2.895 ienes, depois de a Goldman Sachs ter adicionado as acções da cotada à sua lista “convicção de compra”. A empresa anunciou ontem que está a desenvolver um novo modelo compacto, para o mercado indiano segundo a Bloombreg.

Os índices globais do MSCI vão passar a incluir mais acções da China e Brasil, depois de a empresa que segue evolução das acções regiões e sectores ter feito um revisão, semi-anual dos seus índices. Esta revisão reflecte as subidas acentuadas destes mercados.

“A contribuição dos mercados emergentes para o produto global tem aumentado substancialmente nos últimos anos mas do ponto de visto dos índices, o seu peso é ainda muito reduzido, no geral”, disse o estratega do AMP Capital Markets, Nader Naeimi. Esta tendência deve permanecer nos próximos anos”, acrescentou.

Camboja recusa extraditar antigo primeiro-ministro da Tailândia

O Camboja recusou formalmente extraditar o ex-primeiro ministro tailandês Thaksin Shinawatra, em Phnom Penh desde terça-feira, que vive no exílio para escapar a uma condenação de dois anos de prisão no seu país.
A embaixada da Tailândia em Phnom Penh entregou uma carta diplomática ao ministério cambojano dos Negócios Estrangeiros, que lhe entregou alguns minutos mais tarde a sua recusa oficial em aceder ao seu pedido.

Thaksin, primeiro-ministro entre 2001 e 2006, foi derrubado por um golpe de Estado e posteriormente condenado à revelia a dois anos de prisão em 2008 por fraudes financeiras.

Na semana passada, foi nomeado conselheiro pessoal do primeiro-ministro cambojano Hun Sen, decisão acolhida em Banguecoque como uma verdadeira provocação.

Os dois países decidiram na altura chamar os seus respectivos embaixadores.

Manifestação maoista no Nepal contra o governo



Milhares de militantes maoistas desceram hoje as ruas da capital do Nepal, Katmandu, para participar numa das manifestações mais importantes contra o governo desde que os maoistas perderam o poder em Maio.

Gritando “Abaixo o governo fantoche” e agitando bandeiras vermelhas, os manifestantes cercaram o principal edifício do governo no centro da capital, bloqueando todas as entradas.

“O Nepal talvez se tenha tornado numa República, mas deve continuar a cumprir a lei do povo”, declarou um manifestante, Shanchalal Waiba.

“Esta manifestação pode provocar dificuldades às pessoas a curto prazo mas a longo prazo, favorecerá um futuro melhor”, disse.

Os maoistas esperam mobilizar pelo menos 300.000 pessoas durante a manifestação, cuja duração prevista é de dois dias.

Mais de 2.000 polícias anti-motim foram destacados para a capital.

Os militantes e o governo manifestaram a intenção de evitar a violência e a atmosfera, hoje de manhã, era pacífica.

Terça-feira, centenas de militantes maoistas bloquearam todas as estradas de acesso a Katmandu, sem provocar confrontos.

Os maoistas ganharam as eleições no Nepal em 2008, abolindo ao mesmo tempo a monarquia, mas o governo caiu oito meses mais tarde, após a anulação pelo chefe de Estado da decisão de destituir por insubordinação o chefe do exército, como desejavam os maoistas.

Os antigos guerrilheiros de extrema-esquerda queriam desembaraçar-se do general Katawal, um simpatizante monarquista, devido à sua recusa de integrar no exército os 19.000 ex-combatentes maoistas acantonados em campos supervisionados pela ONU.

Os maoistas, que efectuaram uma sangrenta guerra civil contra o Estado, durante dez anos antes de ganhar as eleições, querem que o chefe do Estado se desculpe por ter anulado a destituição do chefe do exército, uma decisão que consideram inconstitucional.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Coreia do Norte exige desculpas a Seul depois de troca de tiros entre navios de guerra

por Agência Lusa, Publicado em 10 de Novembro de 2009

A Coreia do Norte exigiu um pedido de desculpas formal da Coreia do Sul pelo incidente naval hoje ocorrido numa zona fronteiriça marítima sensível, que classificou de "grave provocação armada", segundo a agência norte-coreana (KCNA).

"As autoridades militares sul-coreanas devem apresentar desculpas ao Norte por esta provocação armada e tomar as medidas que se impõem para que não volte a produzir-se uma provocação semelhante", lê-se num comunicado do Estado-Maior norte-coreano citado pela KCNA.

O confronto ocorreu depois de um navio patrulha norte-coreano ter entrado nas águas territoriais do Sul, no Mar Amarelo, ignorando disparos de aviso, segundo o exército sul-coreano.

O navio do norte sofreu danos no incidente e regressou à sua base, de acordo com a mesma fonte.

Desde 1999, escaramuças entre as duas Coreias fizeram dezenas de mortes nesta zona. Em Junho de 2002 perderam a vida seis marinheiros sul-coreanos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Acções asiáticas caem com desemprego e receios relativos à retoma da economia

As acções asiáticas caíram, pressionadas pela subida da taxa de desemprego da Nova Zelândia e pelas declarações dos ministro das Finanças da Coreia do Sul, que disse que "não é claro" que a recuperação da economia seja sustentável.


As acções asiáticas caíram, pressionadas pela subida da taxa de desemprego da Nova Zelândia e pelas declarações dos ministro das Finanças da Coreia do Sul, que disse que “não é claro” que a recuperação da economia seja sustentável.

O MSCI Ásia – Pacifico desce 0,7% para 114,56 pontos. O receio de retirada das medidas de estímulo à economia já levaram o índice a perder 5,5% desde o seu máximo de 13 meses, registado a 20 de Outubro.

“O mercado está agora a atingir um ponto onde as medidas de estímulo à economia deixam de impulsionar os preços dos activos e em que os resultados se tornam o aspecto mais importante”, disse o gestor de fundos do Resona Bank, Koichi Kurose à Bloomberg.

O Nikkei desceu 1,29% para 9.717,44 pontos e o Topix recuou 0,72% para 874,96 pontos. O Hang Seng de Hong Kong recua 0,9% e o australiano S&P/ASX depreciou 0,7%. O Kospi, da Coreia do Sul, desceu 1,8%

A Coreia do Sul permanece “demasiado dependente” da procura externa e o país precisa de equilibrar exportações e consumo doméstico, disse o ministro das Finanças Yoon Jeung Hyun, num comunicado a que a Bloomberg teve acesso.

O governo do país irá continuar as suas “políticas macroeconómicas e tentará criar mais trabalhos e impulsionar o investimento e o consumo”, acrescentou.

A taxa de desemprego neozelandesa subiu para 6,5% no terceiro trimestre depois de ficar em 6% no trimestre que terminou a 31 de Junho, segundo mostram dados do governo citados pela Bloomberg. O governador do banco central do país disse ainda, que a valorização da sua moeda irá atrasar a retoma da economia da recessão.

A Telecom New Zealand caiu 2,4% para 2,48 dólares da Nova Zelândia, enquanto a Fletcher Building, maior fabricante do mundo de placas laminadas para edifícios, recuou 1,6% para 7,86 dólares neozelandeses.

Hugo Paula
hugopaula@negocios.pt

Toyota regressa aos lucros após três trimestres consecutivos de perdas

por Agência Lusa, Publicado em 05 de Novembro de 2009
O maior fabricante mundial de automóveis, a japonesa Toyota, anunciou hoje ter regressado aos lucros no terceiro trimestre do ano, com as medidas governamentais a estimularem as vendas nos Estados Unidos e na Ásia. Ontem, a Toyota anunciou a retirada da Fórmula 1, justificando a decisão com a necessidade de reduzir custos.

Depois de três trimestres consecutivos de perdas, a Toyota conseguiu um lucro de 21,8 mil milhões de ienes (163 milhões de euros) entre Julho e Setembro.

Este resultado representa uma descida de 84% face a igual período do ano passado, mas deverá marcar o início da recuperação gradual da empresa. Acentua ainda as recentes notícias de recuperação dos fabricantes japoneses de automóvel, depois da Honda e da Nissan terem também apresentado resultados animadores.

A Toyota afirma agora que espera vender mais veículos até ao final do ano fiscal (que termina em Março de 2010), subindo as suas projecções de 6,6 para 7,03 milhões de automóveis vendidos.

A empresa diz que as vendas dos últimos seis meses estão a superar as expectativas comunicadas ao mercado no início do ano, atribuindo este comportamento aos estímulos concedidos em todo o mundo para impulsionar as vendas do sector.

Em resultado, a Toyota antecipa menores perdas para o ano fiscal completo, estimando agora um prejuízo de 200 mil milhões de ienes (149 milhões de euros).

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Macau: Exportações caíram 55 por cento até Setembro


Macau, China, 30 Out (Lusa) - As exportações de Macau caíram 55,1 por cento para 5,78 mil milhões de patacas (487 milhões de euros) entre Janeiro e Setembro face ao período homólogo de 2008, revelam os dados oficiais hoje divulgados.

Os fluxos de exportação doméstica e de reexportação registaram decréscimos de 69,5 por cento e de 32,5 por cento, respectivamente, em relação aos nove primeiros meses de 2008.

De acordo com os Serviços de Estatística e Censos, o valor total das importações de Macau, calculado em 26,45 mil milhões de patacas (2,2 mil milhões de euros), diminuiu 19,3 por cento entre Janeiro e Setembro face a igual período de 2008.

Japão: Governo quer inspeccionar navios norte-coreanos suspeitos de transportar armas ou material nuclear


Tóquio, 30 Out (Lusa) - O Governo japonês apresentou hoje uma proposta de lei que permitirá a Guarda Costeira e funcionários alfandegários inspeccionar navios norte-coreanos suspeitos de transportar armas ou material nuclear.

O diploma dá execução à Resolução 1874, adoptada em Junho pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê um sistema reforçado de inspecção de cargas aéreas, marítimas e terrestres de e para a Coreia do Norte, incluindo em alto mar, e um alargamento do embargo de armas.

No entanto, contrariamente à anterior proposta de lei apresentada pelo governo conservador recentemente substituído, o novo executivo de centro-esquerda exclui a intervenção da Marinha de Guerra.

Rússia: Onze mortos em acidente de avião de transporte no Extremo Oriente - novo balanço

Moscovo, 01 Nov (Lusa) - Um avião de transporte Iliouchine-76 do ministério russo do Interior despenhou-se hoje em Iakoutie, no Extremo Oriente russo, fazendo onze morto, revelou a agência Ria-Novosti.

Segundo um responsável local do ministério russo das Situações de urgência, citado pela agência, o avião com onze membros da tripulação a bordo despenhou-se às 08:40 locais (23:40 de sábado em Lisboa), imediatamente após a sua descolagem do aeroporto de Mirny.

"Os corpos dos onze membros da tripulação foram descobertos no local do acidente", declarou o responsável.

Médio Oriente: Reinício das negociações depende de Abbas - vice-ministro israelita

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Jerusalém, 01 Nov (Lusa) - O reinício das negociações de paz israelo-palestinianas depende do presidente palestiniano Mahmoud Abbas, considerou hoje o vice-ministro israelita dos Negócios estrangeiros, Danny Ayalon.

"De momento, não há base para uma retoma das negociações. Isso depende de Abbas. Objectivamente, quando constatamos complicações inter-palestinianas, é difícil ser optimista, mas é necessário tentar", afirmou Ayalon em declarações à pública.

"Está provado que os Estados Unidos são os nossos melhores amigos e que a atitude firme do Israel sobre as suas posições é clara", acrescentou em referência às declarações de Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana, sábado à Jerusalém.

Ásia cai com receios relativos aos resultados das empresas


As acções asiáticas negoceiam em terreno negativo, com os preços mais baixos das matérias-primas e a redução da despesa pelos consumidores norte-americanos, a levar os investidores a recearem que a recuperação dos resultados das empresas seja fraca.

As acções asiáticas negoceiam em terreno negativo, com a descida dos preços das matérias-primas e a redução da despesa pelos consumidores norte-americanos, a levar os investidores a recearem que a recuperação dos resultados das empresas seja fraca.

O MSCI Ásia – Pacifico recua 1,5% para 114,76pontos. O índice regista uma valorização de 63% desde o mínimo de mais de cinco anos registado a 9 Março. A impulsionar estão sinais de que os pacotes de estimulo à economia e os menores custos de contrair crédito estão a impulsionar o crescimento das economias mundiais, segundo a Bloomberg.

“Eu não posso esperar que as medidas de estimulo dos governos continuem a fortalecer os resultados das empresas”, disse o estratega sénior da MU Investments, Hiroshi Morikawa, à Bloomberg. “Estão a crescer rapidamente dúvidas de que os resultados das empresas continuem a crescer durante o próximo ano”, acrescentou.

O Nikkei depreciou 2,31% para 9.802,95 pontos e o Topix desceu 1,58% para 880,54 pontos. O australiano S&P/ASX 200 caiu 2,2% e o Hang Seng desvaloriza 1,7% em Hong Kong.

Já o Shangai Composite valorizou 0,5%. A impulsionar esteve Shangai Lujiazui Finance & Trade Zone Development, que ganhou 5,4% para 29,54 yuan depois de a imprensa chinesa ter dito que um parque temático da Walt Disney foi aprovado para a cidade, segundo a Bloomberg.

O Aiful, segundo maior banco do Japão em termos de activos, subiu 14% para 152 ienes e o Takefuji avançou 32% para 427 ienes. Um índice de bancos comerciais foi o que mais subiu entre os índices dos 33 sectores industriais representados no Topix.

A animar o sector da banca esteve a notícia de que o governo pode adiar a implementação de regulação que limita a concessão de crédito ao consumo, a um terço do rendimento anual do devedor e que limita as taxas de juro a 20%, segundo um jornal japonês, citado pela Bloomberg.
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Hugo Paula